"System of a Down"

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Não é de se desgostar a sonoridade do primeiro álbum do System of a Down. De alguma forma, ele é atraente, carrega uma potência convidativa e uma vontade de exprimir (o que quer que seja) um tanto cativante. Sem dúvida, é um som cheio de energia, difere de algo que já se tenha ouvido antes; sem dúvida.

Ainda assim, porém, há aqui um disco cru em excesso, imaturo em alguns sentidos. Todas as músicas parecem mais ou menos iguais — de modo que destacar uma ou outra seja, enfim, infrutífero. Nenhuma se destaca especialmente, nenhuma arrebata o ouvinte com sua combinação certeira de bons e mágicos momentos (porque essa combinação não há; sobra a potencialidade de um grande álbum, mas não sua total execução). Tudo é audível, quiçá legal. Mas esse adjetivo é insuficiente, no final das contas.

Isso talvez decorra da ânsia sociopolítica que reveste o álbum e lança a banda. Talvez — dessa atitude pretensamente revolucionária que eles têm nesse primeiro trabalho. Tanto que na contracapa do disco foi impresso um manifesto (!), que explica o nome da banda, a capa do álbum e dá as diretrizes do pensamento dos integrantes (ou do grupo como um coletivo) naquela altura. Não sei quanto daquilo é ideologia verídica e quanto é pose, mas não deixa de ser um manifesto. A primeira conclusão é que falta empenho para além da revolta, música para além da revolução.

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