"Mezmerize"

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Chega a ser surpresa que, após três álbuns irregulares (em sua monotonia preguiçosa), o System of a Down nos brinde com um trabalho de verdadeira qualidade. Se Steal This Album! repete o esquema do disco de estreia do grupo, baseado numa tacanha uniformidade estilística, num ritmo quase sempre acelerado e quase nunca agradável, também mantém a maior discrição de Toxicity, sem contudo introduzir nada de novo a esse respeito.

Em Mezmerize, porém, chega o avanço e a banda finalmente proporciona um disco inteiramente bom — bom mesmo sem ser escutado junto a Hypnotize, continuação do álbum, lançada no mesmo ano. Essa relação de sentido entre as duas partes fica explícita, de cara, em Soldier Side - Intro, prólogo para a última canção de Hypnotize e abertura digna a este Mezmerize. A delicadeza mais ou menos brutal (assinalo o paradoxo) da música introduz ao equilíbrio incomum (em se tratando de SOAD) do álbum.

Pois que Mezmerize se fundamenta todo em oposições que não se concretizam, e viram experimento, polifonia, paradoxo. Canções que iniciam numa linha melódica mais cadenciada evoluem de súbito a peças agressivas, e a recíproca é verdadeira também. Exemplo disso são as últimas composições do disco, Old School Hollywood e Lost in Hollywood: ambas evocam alguma relação temática através do motivo "Hollywood", mas o tratamento oferecido a cada uma difere.

As músicas do álbum estão longe de serem todas iguais, e há certo ímpeto experimental nessa variação — chegando ao uso de uma levada eletrônica numa das faixas. Aqui, a banda parece ter encontrado um caminho, de B.Y.O.B. a Violent Pornography; permanecem as letras políticas, mas a melodia que as acompanha e o tom dessa melodia melhoraram, precisamente por se terem tornado maleáveis.

O álbum ainda assim demanda uma segunda visita que o otimize — como todos. Mas já a primeira o configura como bom. Frui-lo uma segunda vez talvez o categorize como ótimo, e o afaste da regular regularidade dos anteriores (que assim são irregulares, forçando a trademark quando a busca por uma identidade exigia algo bem menos rude e comprometido).

"Doutor Jivago" (romance)

As coisas acontecem mais ou menos por acaso no romance de Pasternak. As vidas das personagens se cruzam, em teias intricadas, em relações às vezes simultâneas. Trata-se da tradição da literatura russa, de cunho épico, vasta, apoteótica. Pasternak se insere nessa tradição e a discute. Pois, não bastando o livro ser um romance, ele também é isso, um estudo. Um estudo das influências, um exame da literatura russa e seus autores, sua inserção nos contextos a que dizem respeito, seu peso na História da Rússia e na história individual de cada personagem.

Ao mesmo tempo, o romance se mostra uma livre discussão dessa própria História, e de tudo que a envolve, fixando seu ponto de vista nuns poucos indivíduos — e não representa pouco devolver às pessoas a individualidade dentro de um Estado no qual a vida particular foi, por decreto, substituída pela vida coletiva. Iúri Jivago o faz em seus poemas e escritos diversos, espelhando um opresso Pasternak, sufocado quase pela autoridade soviética por conta deste seu trabalho ousado. Os indivíduos desse conto épico, longe de serem fixos, de demonstrarem sempre as mesmas certezas e inseguranças, são sempre de opiniões cambiantes, como o são suas personalidades, seus corpos e o curso mesmo da História que os engloba.

Daí que o livro se constitui numa análise literária, filosófica, sociológica, histórica dos eventos reais e dos suprarreais, da narrativa em si.

Em Doutor Jivago acompanhamos uma vida e algo mais. Muitas vidas, em flashes, em detalhes. A vida do povo russo, retratada em suas contradições, as mesmas sujeitas às personagens. Cativa esse tratamento, cheio de conflito, desses humanos à mercê dos sentimentos e da História; deveriam fazer parte dela, mas ela sempre lhes escapa para, justamente, cair sobre eles.


PASTERNAK, Boris. Doutor Jivago. Tradução de Zoia Prestes. 4 ed. Rio de Janeiro: BestBolso, 2013.

"Toxicity"

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Toxicity surge como um álbum extremamente esquizofrênico, à revelia de seu antecessor, bastante uniforme (de um jeito até maçante). Por um lado, ele se mostra uma continuidade de System of a Down, com músicas que muito lembram o trabalho anterior do grupo. Nessas composições, a sonoridade, porém, soa menos exaltada; a relação que se constrói é óbvia e não é. Continuidade, mas ligeira revisão. De todo modo, essas músicas, a maioria, se parecem bastante entre si, Tankian abusa da gritaria, como no disco de 98, e pouco empolga nelas.

Há, contudo, uma parte do álbum na qual se percebe alguma mudança, e significativa. Essa parte tem nomes: Chop Suey, ATWA, Shimmy, Toxicity, Psycho e Aerials. Nessas músicas, é concedido ao ouvinte um respiro — seguido de uma fuga do fôlego — e outro respiro. São canções que não se prendem aos modelos já conhecidos pela banda, embora usem deles e apontem também para algo além. São músicas com ritmo, com alguma "gritaria", até, mas sem dúvida melhor pesadas. E por serem diferentes e realmente de qualidade, essas músicas se colocam noutro espectro da obra.

Toxicity, portanto, é um disco único de duas faces; não opostas, mas representativas de propostas, em primeira análise, diversas. Ao menos o teor inflamado do álbum anterior foi posto de lado em favor de algo mais descontraído, mas este trabalho não passa sem deixar a impressão de ser obra de transição (coisa que não se confirma, tendo em vista a monotonia geral do terceiro disco do grupo, Steal This Album!).

"System of a Down"

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Não é de se desgostar a sonoridade do primeiro álbum do System of a Down. De alguma forma, ele é atraente, carrega uma potência convidativa e uma vontade de exprimir (o que quer que seja) um tanto cativante. Sem dúvida, é um som cheio de energia, difere de algo que já se tenha ouvido antes; sem dúvida.

Ainda assim, porém, há aqui um disco cru em excesso, imaturo em alguns sentidos. Todas as músicas parecem mais ou menos iguais — de modo que destacar uma ou outra seja, enfim, infrutífero. Nenhuma se destaca especialmente, nenhuma arrebata o ouvinte com sua combinação certeira de bons e mágicos momentos (porque essa combinação não há; sobra a potencialidade de um grande álbum, mas não sua total execução). Tudo é audível, quiçá legal. Mas esse adjetivo é insuficiente, no final das contas.

Isso talvez decorra da ânsia sociopolítica que reveste o álbum e lança a banda. Talvez — dessa atitude pretensamente revolucionária que eles têm nesse primeiro trabalho. Tanto que na contracapa do disco foi impresso um manifesto (!), que explica o nome da banda, a capa do álbum e dá as diretrizes do pensamento dos integrantes (ou do grupo como um coletivo) naquela altura. Não sei quanto daquilo é ideologia verídica e quanto é pose, mas não deixa de ser um manifesto. A primeira conclusão é que falta empenho para além da revolta, música para além da revolução.

"La Sapienza"

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Em Eugène Green, a verdade não é subtexto; é afirmação explícita, a cada plano. Mas ao contrário do que se poderia pressupor, o autor não está preocupado em defender uma tese espúria, nem em explicar unilateralmente o mundo. A verdade de Green é totalizante, no sentido de abrangir o todo. Talvez dialética, resultante da tensão entre dois pólos de conhecimento, de percepções de mundo.

O cineasta dialoga com a ciência e a religião, o masculino e o feminino, a juventude e a idade adulta. O jogo de oposições, claro, decorre em conflito, mas não em um insolúvel; a solução parece se encontrar na própria expressão do conflito, na compreensão do que essas verdades têm a oferecer, e na sua posterior fusão. São palavra e, portanto, carregam um mundo dentro de si.

Isso tudo pode ser dito sobre qualquer trabalho de Green — cineasta de percurso sólido —, desde os primevos Todas as Noites (Toutes les Nuits, 2001) e O Mundo dos Vivos (Le Monde Vivant, 2003) até este belíssimo La Sapienza (2014). Aqui, todas as oposições acima agem em simultâneo, e a mesma vida que se faz expressar em suas obras anteriores está presente — não poderia deixar de estar. Pois o mundo é sempre presente e vivente; se faz vivo pela natureza criadora das palavras, e essas obras, nas quais à palavra é restituído um valor meio esquecido diante da soberania crescente das imagens na contemporaneidade, essas obras se constituem como verdadeiras odes ao humano, ao sagrado, à arte.

Mas o cinema de Green está longe de rechaçar a imagem: o autor a alia em simbiose harmônica a essa palavra criadora, a esse verbo que promove a ação. Os closes fechados não mostram rostos inexpressivos, mas rostos que ganham expressividade através dos contornos das falas, cuja dimensão suscita o drama, o romance, a fábula mais que qualquer movimento, e o que o plano não mostra fica subentendido nessa ação de amálgama.

Green parte da arquitetura para construir La Sapienza, e seu simples enredo gira em torno dela, flerta com ela e a discute. Sempre caindo em divagações estéticas, nunca em afirmações extrapoladas pois a única é a vida, e ela tudo abrange. Sobra espaço para a ironia à anglofonia (que Green recusa e despreza, sendo ele próprio um americano radicado francês) na figura do turista australiano — e um lamento pela descaracterização progressiva da arte, forçosa e gradativamente imbuída de pretensões comerciais que lhe retiram a beleza (a notar pelas figuras dos arquitetos-chefes no início do longa). Uma crítica, enfim, ao imperialismo cultural, que tipifica e padroniza tudo sob sua égide.

Top 10 (2015) de filmes vistos no cinema

domingo, 3 de janeiro de 2016

1º • (199) "La Sapienza", de Eugène Green (França)
2º • (165) "O Conto da Princesa Kaguya", de Isao Takahata (Japão)
3º • (224) "Respire", de Mélanie Laurent (França)
4º • (35) "Whiplash — Em Busca da Perfeição", de Damien Chazelle (EUA)
5º • (240) "As Memórias de Marnie", de Hiromasa Yonebayashi (Japão)
6º • (44) "Sniper Americano", de Clint Eastwood (EUA)
7º • (32) "Dois Dias, Uma Noite", de Jean-Pierre e Luc Dardenne (Bélgica)
8º • (258) "Sabor da Vida", de Naomi Kawase (Japão)
9º • (249) "A Visita", de M. Night Shyamalan (EUA)
10º • (89) "Frank", de Lenny Abrahamson (Reino Unido)

— Em circuito comercial

• (5) "Acima das Nuvens", de Olivier Assayas (França)
• (6) "Leviatã", de Andreï Zvyagintsev (Rússia)
• (9) "Livre", de Jean-Marc Vallée (EUA)
• (17) "Depois da Chuva", de Cláudio Marques e Marília Hughes (Brasil)
• (24) "Foxcatcher — Uma História que Chocou o Mundo", de Bennett Miller (EUA)
• (25) "Caminhos da Floresta", de Rob Marshall (EUA)
• (26) "Grandes Olhos", de Tim Burton (EUA)
• (27) "Invencível", de Angelina Jolie Pitt (EUA)
• (33) "O Jogo da Imitação", de Morten Tyldum (Reino Unido)
• (34) "Selma — Uma Luta pela Igualdade", de Ava DuVernay (EUA)
• (41) "Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)", de Alejandro González Iñárritu (EUA)
• (42) "A Teoria de Tudo", de James Marsh (Reino Unido)
• (53) "Bem Perto de Buenos Aires", de Benjamin Naishtat (Argentina)
• (54) "Sabotage: O Maestro do Canão", de Ivan 13P (Brasil)
• (58) "118 Dias", de Jon Stewart (EUA)
• (59) "Força Maior", de Ruben Östlund (Suécia)
• (64) "Para Sempre Alice", de Richard Glatzer e Wash Westmoreland (EUA)
• (67) "No Meio do Rio, Entre as Árvores", de Jorge Bodanzky (Brasil)
• (68) "Branco Sai, Preto Fica", de Adirley Queirós (Brasil)
• (69) "Mapas para as Estrelas", de David Cronenberg (Canadá)
• (70) "Vício Inerente", de Paul Thomas Anderson (EUA)
• (71) "Dívida de Honra", de Tommy Lee Jones (EUA)
• (75) "14 Estações de Maria", de Dietrich Brüggemann (Alemanha)
• (76) "Nostalgia da Luz", de Patricio Guzmán (Chile)
• (90) "As Maravilhas", de Alice Rohrwacher (Itália)
• (98) "Um Sonho Intenso", de José Mariani (Brasil)
• (106) "Cake — Uma Razão para Viver", de Daniel Barnz (EUA)
• (107) "Quando Meus Pais Não Estão em Casa", de Anthony Chen (Cingapura)
• (111) "O Uivo da Gaita", de Bruno Safadi (Brasil)
• (113) "Winter Sleep", de Nuri Bilge Ceylan (Turquia)
• (115) "O Fim de uma Era", de Bruno Safadi e Ricardo Pretti (Brasil)
• (126) "Vingadores: Era de Ultron", de Joss Whedon (EUA)
• (145) "Vilanova Artigas: O Arquiteto e a Luz", de Laura Artigas e Pedro Gorski (Brasil)
• (147) "Batguano", de Tavinho Teixeira (Brasil)
• (148) "Divertida Mente", de Pete Docter (EUA)
• (151) "Jauja", de Lisandro Alonso (Argentina)
• (154) "Enquanto Somos Jovens", de Noah Baumbach (EUA)
• (160) "A Lição", de Kristina Grozeva e Petar Valchanov (Bulgária)
• (164) "Uma Nova Amiga", de François Ozon (França)
• (170) "Real Beleza", de Jorge Furtado (Brasil)
• (172) "Jogada de Mestre", de Daniel Alfredson (Reino Unido)
• (173) "Adeus à Linguagem", de Jean-Luc Godard (França)
• (178) "Homem-Formiga", de Peyton Reed (EUA)
• (183) "Jimmy's Hall", de Ken Loach (Reino Unido)
• (191) "Quarteto Fantástico", de Josh Trank (EUA)
• (192) "O Último Cine Drive-in", de Iberê Carvalho (Brasil)
• (193) "Hipóteses para o Amor e a Verdade", de Rodolfo García Vásquez (Brasil)
• (194) "Expresso do Amanhã", de Bong Joon-ho (Coreia do Sul)
• (196) "Diário de uma Camareira", de Benoît Jacquot (França)
• (209) "Missão: Impossível — Nação Secreta", de Christopher McQuarrie (EUA)
• (216) "Jia Zhang-ke, um Homem de Fenyang", de Walter Salles (Brasil)
• (221) "A Pele de Vênus", de Roman Polanski (França)
• (222) "Love", de Gaspar Noé (França)
• (225) "Que Horas Ela Volta?", de Anna Muylaert (Brasil)
• (226) "Um Amor a Cada Esquina", de Peter Bogdanovich (EUA)
• (227) "Sicario — Terra de Ninguém", de Denis Villeneuve (EUA)
• (229) "Dheepan — O Refúgio", de Jacques Audiard (França)
• (230) "A Floresta que se Move", de Vinicius Coimbra (Brasil)
• (231) "45 Anos", de Andrew Haigh (Reino Unido)
• (233) "Pasolini", de Abel Ferrara (Itália)
• (245) "Aliança do Crime", de Scott Cooper (EUA)
• (250) "Órfãos do Eldorado", de Guilherme Coelho (Brasil)
• (251) "As Mil e Uma Noites: Vol. 1 — O Inquieto", de Miguel Gomes (Portugal)
• (252) "O Presente", de Joel Edgerton (EUA)
• (253) "À Beira-Mar", de Angelina Jolie Pitt (EUA)
• (255) "Mia Madre", de Nanni Moretti (Itália)
• (256) "O Clã", de Pablo Trapero (Argentina)
• (257) "Labirinto de Mentiras", de Giulio Ricciarelli (Alemanha)
• (259) "O Cheiro da Gente", de Larry Clark (França)
• (260) "Chatô: O Rei do Brasil", de Guilherme Fontes (Brasil)

— Em mostras/restrospectivas/festivais/exibições especiais

• (1) "Nem Tudo é Verdade", de Rogério Sganzerla (Brasil)
• (2) "Abismu", de Rogério Sganzerla (Brasil)
• (3) "O Bandido da Luz Vermelha", de Rogério Sganzerla (Brasil)
• (4) "O Signo do Caos", de Rogério Sganzerla (Brasil)
• (7) "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa", de Woody Allen (EUA)
• (8) "All That Jazz — O Show Deve Continuar", de Bob Fosse (EUA)
• (10) "A Última Missão", de Hal Ashby (EUA)
• (11) "MASH", de Robert Altman (EUA)
• (12) "Na Mira da Morte", de Peter Bogdanovich (EUA)
• (13) "Os Maridos", de John Cassavetes (EUA)
• (14) "Sem Destino", de Dennis Hopper (EUA)
• (15) "A Última Sessão de Cinema", de Peter Bogdanovich (EUA)
• (16) "Bonequinha de Luxo", de Blake Edwards (EUA)
• (18) "Trágica Obsessão", de Brian de Palma (EUA)
• (19) "Tubarão", de Steven Spielberg (EUA)
• (20) "Warriors — Os Selvagens da Noite", de Walter Hill (EUA)
• (21) "Loucuras de Verão", de George Lucas (EUA)
• (22) "O Estranho Sem Nome", de Clint Eastwood (EUA)
• (23) "Pat Garrett & Billy the Kid", de Sam Peckinpah (EUA)
• (28) "Psicose", de Alfred Hitchcock (EUA)
• (29) "Terra de Ninguém", de Terrence Malick (EUA)
• (30) "O Bebê de Rosemary", de Roman Polanski (EUA)
• (31) "Corrida Sem Fim", de Monte Hellman (EUA)
• (36) "Se Meu Apartamento Falasse", de Billy Wilder (EUA)
• (37) "Ser e Ter", de Nicolas Philibert (França)
• (38) "Nénette", de Nicolas Philibert (França)
• (39) "Um Animal, Os Animais", de Nicolas Philibert (França)
• (40) "A Cidade Louvre", de Nicolas Philibert (França)
• (43) "O País dos Surdos", de Nicolas Philibert (França)
• (45) "O Gebo e a Sombra", de Manoel de Oliveira (Portugal)
• (46) "O Iluminado", de Stanley Kubrick (EUA)
• (47) "O Mínimo das Coisas", de Nicolas Philibert (França)
• (48) "A Esquiva", de Abdellatif Kechiche (França)
• (49) "A Culpa é de Voltaire", de Abdellatif Kechiche (França)
• (50) "O Segredo do Grão", de Abdellatif Kechiche (França)
• (51) "De Volta para o Futuro", de Robert Zemeckis (EUA)
• (52) "Lolita", de Stanley Kubrick (EUA)
• (55) "O Maravilhoso Agora", de James Ponsoldt (EUA)
• (56) "Aprile", de Nanni Moretti (Itália)
• (57) "O Poder da Sedução", de John Dahl (EUA)
• (60) "Um Toque de Pecado", de Jia Zhang-ke (China)
• (61) "No Limite do Amanhã", de Doug Liman (EUA)
• (62) "Amores Expressos", de Wong Kar-wai (Hong Kong)
• (63) "Amateur", de Hal Hartley (EUA)
• (65) "Conversas no Maranhão", de Andrea Tonacci (Brasil)
• (66) "Já Visto Jamais Visto", de Andrea Tonacci (Brasil)
• (72) "Rocky — Um Lutador", de John G. Avildsen (EUA)
• (73) "Laranja Mecânica", de Stanley Kubrick (Reino Unido)
• (74) "2001: Uma Odisseia no Espaço", de Stanley Kubrick (EUA)
• (77) "Barry Lyndon", de Stanley Kubrick (Reino Unido)
• (78) "É Tudo Verdade: Baseado em um Filme Inacabado de Orson Welles", de Bill Krohn, Myron Meisel e Richard Wilson (EUA)
• (79) "A Visita", de Michael Madsen (Dinamarca)
• (80) "Últimas Conversas", de Eduardo Coutinho (Brasil)
• (81) "O Evangelho Segundo Teotônio", de Vladimir Carvalho (Brasil)
• (82) "O País de São Saruê", de Vladimir Carvalho (Brasil)
• (83) "Mary Poppins", de Robert Stevenson (EUA)
• (84) "Os Amantes da Chuva", de Roberto Santos (Brasil)
• (85) "O Homem Nu", de Roberto Santos (Brasil)
• (86) "As Cariocas", de Fernando de Barros, Walter Hugo Khoury e Roberto Santos (Brasil)
• (87) "Cidadãoquatro", de Laura Poitras (Alemanha)
• (88) "A Paixão de JL", de Carlos Nader (Brasil)
• (91) "Café de Flore", de Jean-Marc Vallée (Canadá)
• (92) "Caracol", de Denis Côté (Canadá)
• (93) "A Feiticeira da Guerra", de Kim Nguyen (Canadá)
• (94) "Riocorrente", de Paulo Sacramento (Brasil)
• (95) "Ela", de Spike Jonze (EUA)
• (96) "Politécnica", de Denis Villeneuve (Canadá)
• (97) "Incêndios", de Denis Villeneuve (Canadá)
• (99) "Ghost World — Aprendendo a Viver", de Terry Zwigoff (EUA)
• (100) "Garrincha, Alegria do Povo", de Joaquim Pedro de Andrade (Brasil)
• (101) "A Falecida", de Leon Hirszman (Brasil)
• (102) "Deus e o Diabo na Terra do Sol", de Glauber Rocha (Brasil)
• (103) "De Volta para o Futuro: Parte II", de Robert Zemeckis (EUA)
• (104) "Os Fuzis", de Ruy Guerra (Brasil)
• (105) "O Desafio", de Paulo César Saraceni (Brasil)
• (108) "Faces", de John Cassavetes (EUA)
• (109) "A Opinião Pública", de Arnaldo Jabor (Brasil)
• (110) "Copacabana me Engana", de Antônio Carlos Fontoura (Brasil)
• (112) "Singularidades de uma Rapariga Loura", de Manoel de Oliveira (Portugal)
• (114) "Barravento", de Glauber Rocha (Brasil)
• (116) "O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro", de Glauber Rocha (Brasil)
• (117) "A Grande Feira", de Roberto Pires (Brasil)
• (118) "Cinco Vezes Favela", de Marcos Farias, Miguel Borges, Joaquim Pedro de Andrade, Carlos Diegues e Leon Hirszman (Brasil)
• (119) "Verdades e Mentiras", de Orson Welles (França)
• (120) "Cidadão Kane", de Orson Welles (EUA)
• (121) "O Processo", de Orson Welles (França)
• (122) "Câncer", de Glauber Rocha (Brasil)
• (123) "A Grande Cidade", de Carlos Diegues (Brasil)
• (124) "Memória de Helena", de David Neves (Brasil)
• (125) "Os Cafajestes", de Ruy Guerra (Brasil)
• (127) "Ganga Zumba", de Carlos Diegues (Brasil)
• (128) "Os Deuses e os Mortos", de Ruy Guerra (Brasil)
• (129) "Hotel das Américas", de André Téchiné (França)
• (130) "Rosas Selvagens", de André Téchiné (França)
• (131) "Porto das Caixas", de Paulo César Saraceni (Brasil)
• (132) "O Bravo Guerreiro", de Gustavo Dahl (Brasil)
• (133) "Terra em Transe", de Glauber Rocha (Brasil)
• (134) "Os Pássaros", de Alfred Hitchcock (EUA)
• (135) "A Idade da Terra", de Glauber Rocha (Brasil)
• (136) "O Exterminador do Futuro", de James Cameron (EUA)
• (137) "Cléo das 5 às 7", de Agnés Varda (França)
• (138) "Trinta Anos Esta Noite", de Louis Malle (França)
• (139) "Alphaville", de Jean-Luc Godard (França)
• (140) "Os Guarda-Chuvas do Amor", de Jacques Demy (França)
• (141) "Uma Mulher é Uma Mulher", de Jean-Luc Godard (França)
• (142) "Made in U.S.A.", de Jean-Luc Godard (França)
• (143) "Tempo de Guerra", de Jean-Luc Godard (França)
• (144) "Lola, a Flor Proibida", de Jacques Demy (França)
• (146) "Zazie no Metrô", de Louis Malle (França)
• (149) "Atirem no Pianista", de François Truffaut (França)
• (150) "Branca de Neve e os Sete Anões", de David Hand, Wlliam Cottrell, Wilfred Jackson, Larry Morey, Perce Pearce e Ben Sharpsteen (EUA)
• (152) "O Silêncio dos Inocentes", de Jonathan Demme (EUA)
• (153) "Tetro", de Francis Ford Coppola (EUA)
• (155) "A Fonte da Donzela", de Ingmar Bergman (Suécia)
• (156) "Vidas Sem Rumo", de Francis Ford Coppola (EUA)
• (157) "O Selvagem da Motocicleta", de Francis Ford Coppola (EUA)
• (158) "A Conversação", de Francis Ford Coppola (EUA)
• (159) "Salad Days: A Decade of Punk in Washington, DC", de Scott Crawford (EUA)
• (161) "O Castelo de Cagliostro", de Hayao Miyazaki (Japão)
• (162) "Mad Max: Estrada da Fúria", de George Miller (Austrália)
• (163) "Do Fundo do Coração", de Francis Ford Coppola (EUA)
• (166) "Operação Invasão", de Gareth Evans (Indonésia)
• (167) "Dragão", de Peter Chan (Hong Kong)
• (168) "Carrie — A Estranha", de Brian de Palma (EUA)
• (169) "O Sétimo Selo", de Ingmar Bergman (Suécia)
• (171) "Apocalypse Now", de Francis Ford Coppola (EUA)
• (174) "Clube dos Cinco", de John Hughes (EUA)
• (175) "Os Inconfidentes", de Joaquim Pedro de Andrade (Brasil)
• (176) "Top Gun — Ases Indomáveis", de Tony Scott (EUA)
• (177) "Dias Melhores Virão", de Carlos Diegues (Brasil)
• (179) "Luzes na Escuridão", de Aki Kaurismäki (Finlândia)
• (180) "A Mulher Faz o Homem", de Frank Capra (EUA)
• (181) "La Vie de Bohème", de Aki Kaurismäki (Finlândia)
• (182) "Nuvens Passageiras", de Aki Kaurismäki (Finlândia)
• (184) "Os Leningrad Cowboys Vão à América", de Aki Kaurismäki (Finlândia)
• (185) "Os Leningrad Cowboys Encontram Moisés", de Aki Kaurismäki (Finlândia)
• (186) "Mulan", de Barry Cook e Tony Bancroft (EUA)
• (187) "Os Intocáveis", de Brian de Palma (EUA)
• (188) "Noites de Lua Cheia", de Éric Rohmer (França)
• (189) "Pauline na Praia", de Éric Rohmer (França)
• (190) "O Raio Verde", de Éric Rohmer (França)
• (195) "Blade Runner — O Caçador de Andróides", de Ridley Scott (EUA)
• (197) "Uma Notícia Inesperada", de Gillian Robespierre (EUA)
• (198) "Party Girl", de Marie Amachoukeli, Claire Burger e Samuel Theis (França)
• (200) "71 Fragmentos de uma Cronologia do Acaso", de Michael Haneke (Áustria)
• (201) "Eu te Amo, Eu te Amo", de Alain Resnais (França)
• (202) "Jardins Cinzentos", de Albert Maysles, David Maysles, Ellen Hovde e Muffie Meyer (EUA)
• (203) "Outubro", de Sergei Eisenstein e Grigori Aleksandrov (União Soviética)
• (204) "Os Incompreendidos", de François Truffaut (França)
• (205) "Conhecendo o Grande e Vasto Mundo", de Kira Muratova (União Soviética)
• (206) "Jules e Jim — Uma Mulher para Dois", de François Truffaut (França)
• (207) "Para Sempre no Espaço", de Greg W. Locke (EUA)
• (208) "Mudança de Destino", de Kira Muratova (União Soviética)
• (210) "Nosferatu — O Vampiro da Noite", de Werner Herzog (Alemanha)
• (211) "A Sereia do Mississipi", de François Truffaut (França)
• (212) "A Mulher do Lado", de François Truffaut (França)
• (213) "A Casa", de Sharunas Bartas (França)
• (214) "Breves Encontros", de Kira Muratova (União Soviética)
• (215) "Operação Dragão", de Robert Clouse (Hong Kong)
• (217) "O Caçula", de Kon Ichikawa (Japão)
• (218) "Conflagração", de Kon Ichikawa (Japão)
• (219) "A Vingança de um Ator de Kabuki", de Kon Ichikawa (Japão)
• (220) "As Irmãs Makioka", de Kon Ichikawa (Japão)
• (223) "Matrix", de Andy e Lana Wachowski (EUA)
• (228) "Sexta-Feira 13", de Sean S. Cunningham (EUA)
• (232) "A Chinesa", de Jean-Luc Godard (França)
• (234) "A Doce Vida", de Federico Fellini (Itália)
• (235) "Tudo Vai Bem", de Jean-Luc Godard e Jean-Pierre Gorin (França)
• (236) "Paixão", de Jean-Luc Godard (França)
• (237) "Vladimir e Rosa", de Jean-Luc Godard (França)
• (238) "Lutas na Itália", de Jean-Luc Godard (França)
• (239) "Morangos Silvestres", de Ingmar Bergman (Suécia)
• (241) "O Dragão Chinês", de Lo Wei (Hong Kong)
• (242) "A Fúria do Dragão", de Lo Wei (Hong Kong)
• (243) "Jogo da Morte", de Robert Clouse (Hong Kong)
• (244) "O Voo do Dragão", de Bruce Lee (Hong Kong)
• (246) "Masculino, Feminino", de Jean-Luc Godard (França)
• (247) "O Pequeno Soldado", de Jean-Luc Godard (França)
• (248) "Eu Vos Saúdo, Maria", de Jean-Luc Godard (França)
• (254) "O Exorcista", de William Friedkin (EUA)

— Curtas-metragens

• "Arroz e Feijão", de Roberto Santos (Brasil)
• "A Cordilheira de Amora II", de Jamille Fortunato (Brasil)
• "Supercondomínio", de Teresa Czepiec (Polônia)
• "A Entrevista", de Helena Solberg (Brasil)
• "Pátio", de Glauber Rocha (Brasil)
• "Memória do Cangaço", de Paulo Gil Soares (Brasil)
• "Nossa Escola de Samba", de Manoel Horacio Giménez (Brasil)
• "Viramundo", de Geraldo Sarno (Brasil)
• "Subterrâneos do Futebol", de Maurice Capovilla (Brasil)
• "Amazonas, Amazonas", de Glauber Rocha (Brasil)
• "Antoine e Colette", de François Truffaut (França)
• "O Aleijadinho", de Joaquim Pedro de Andrade (Brasil)
• "Bico", de Aki Kaurismäki (Finlândia)
• "Chuva de Primavera", de Kira Muratova (União Soviética)
• "Under the Skin", de Silvia Lourenço e Sabrina Greve (Brasil)
• "Operação Concreto", de Jean-Luc Godard (Suíça)
• "Charlotte e Véronique", de Jean-Luc Godard (França)
• "Uma História de Água", de Jean-Luc Godard e François Truffaut (França)
• "Charlotte e Seu Namorado", de Jean-Luc Godard (França)
• "O Livro de Maria", de Anne-Marie Miéville (França)

DADOS

– EUA: 86 filmes longas-metragem
– Brasil: 65 filmes entre curtas e longas
– França: 56 filmes entre curtas e longas
– Reino Unido: 8 filmes longas-metragem
– Japão: 8 filmes longas-metragem
– Hong Kong: 7 filmes longas-metragem
– Canadá: 6 filmes longas-metragem
– Itália: 6 filmes longas-metragem
– Finlândia: 6 filmes entre curtas e longas
– União Soviética: 5 filmes entre curtas e longas

– Jean-Luc Godard: 17 filmes entre curtas e longas
– Glauber Rocha: 8 filmes entre curtas e longas
– François Truffaut: 7 filmes entre curtas e longas
– Nicolas Philibert: 6 filmes longas-metragem
– Francis Ford Coppola: 6 filmes longas-metragem
– Aki Kaurismäki: 6 filmes entre curtas e longas
– Stanley Kubrick: 5 filmes longas-metragem